Desde 2022 que a equipa da BINGOLD trabalha num token lastreado em 250 gramas de ouro. Como é que isto se encaixa no blockchain — e o que está por detrás da promessa de um "ativo real"?
Em 2022, no meio da inflação crescente e da desconfiança nas moedas fiduciárias, a startup BINGOLD começou a trabalhar numa ideia invulgar: transformar ouro físico num token digital utilizável como criptomoeda comum. Cada token BIGOD representaria 250 gramas de ouro armazenados em cofres seguros.
O primeiro passo foi a aplicação móvel Aiiongold, lançada em 2023 para iOS e Android. Em 2024, a possibilidade de comprar e gerir ouro digital através da aplicação tornou-se disponível, assim como a introdução de investimentos sistemáticos (SIPs) — compras diárias, mensais ou trimestrais. Isto não é apenas propaganda. É uma tentativa de integrar o ouro nos hábitos financeiros do dia-a-dia.
O BIGOD é um token BEP-20 que opera na BNB Chain. Este oferece taxas baixas, compatibilidade com carteiras populares (MetaMask, Trust Wallet) e acesso a protocolos DeFi. Pode:
Mas o mais importante é a capacidade prometida de verificar a garantia através do sistema GoldOnBlockchain: cada token está supostamente ligado a uma barra física, e os dados de stock estão disponíveis em tempo real.
Num mundo onde os preços das criptomoedas dependem dos tweets e do sentimento do mercado, o BIGOD oferece uma base no mundo físico. O ouro tem servido como medida de valor durante séculos. O BIGOD procura combinar esta estabilidade com a flexibilidade do blockchain:
Isto é especialmente relevante para países com moedas instáveis — da Argentina à Turquia — onde as pessoas procuram formas de preservar o poder de compra.
O principal desafio com qualquer ativo garantido é a confiança no armazenamento e na auditoria. A BIGOD afirma que o ouro é auditado de forma independente, mas:
Estes detalhes ainda não foram divulgados publicamente. Além disso, o token ainda não foi lançado em larga escala — a ICO está prevista para 2025 e a entrada em bolsa nas corretoras só ocorrerá no segundo trimestre de 2026, e mesmo assim, "de acordo com a lei". Isto significa que o projeto ainda está em fase preparatória, e não em processo de implementação em massa.
Se projetos como este se revelarem fiáveis, poderão transformar não só os investimentos, mas também o comércio internacional. Imagine as empresas a pagar com ouro digitalmente, evitando riscos cambiais. Ou uma pessoa em África a receber um salário em BIGOD, sabendo que o seu valor não desaparecerá numa semana.
O futuro dos ativos baseados no risco (RWA) não se resume a copiar ativos antigos para a blockchain, mas sim a dar-lhes uma nova vida: velocidade, transparência e acessibilidade. A BIGOD é uma tentativa de trilhar esse caminho. Mas o sucesso depende não do marketing, mas da verificabilidade real.
A BIGOD recorda-nos: a tecnologia não substitui a realidade física. O verdadeiro valor não está nos gráficos, mas sim no que está por detrás do código.
E se um dia os ativos digitais voltarem a ser sinónimo de confiança em vez de especulação, talvez não seja um algoritmo que esteja por trás disto, mas sim 250 gramas de ouro num cofre.
Atualizado 07.01.2026
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