O XRP não é para especuladores — foi criado para ajudar os bancos a transferir dinheiro de forma mais rápida, barata e transparente. Veja como funciona.
Imagine enviar dinheiro de Nova Iorque para Tóquio. No sistema tradicional, passa por três ou quatro bancos intermédios, perde parte do seu valor em taxas e chega em dois ou três dias. O XRP oferece algo diferente: enviar dinheiro diretamente, em segundos, com uma taxa inferior a um cêntimo. Não como um desafio aos bancos, mas como uma ferramenta para os mesmos.
No mundo das criptomoedas, alguns sonham em eliminar os bancos, enquanto outros sonham em construir um novo mundo. O XRP trilhou um caminho diferente: não luta contra o sistema, mas integra-se nele. O seu objetivo não é substituir o dólar ou o euro, mas sim tornar a sua movimentação mais eficiente. Isto não é liberdade financeira — é a evolução das finanças.
O XRP opera na rede Ripple — uma rede fechada validada por nós fiáveis (geralmente bancos e empresas de pagamento). Quando o Banco A pretende enviar dólares para o Banco B noutro país, ele:
1.º Converte os dólares em XRP,
2. Envia o XRP pela rede em 3 a 5 segundos,
3.º O Banco B converte instantaneamente o XRP de volta para a moeda local.
Isto elimina a necessidade de contas de correspondentes — milhares de milhões de dólares congelados em bancos de todo o mundo. O XRP é um intermediário temporário que nunca permanece com o destinatário.
Empresas como a MoneyGram, Santander e SBI Remit utilizam o XRP para transferências no mundo real. No Japão, México e Filipinas, milhões de pessoas recebem dinheiro de familiares no mesmo dia, e não uma semana depois. Isto não é um experimento. É uma infraestrutura que opera discretamente, sem alarido.
A principal crítica ao XRP é a sua centralização. A rede Ripple não está aberta a todos: os validadores são eleitos, não minerados. Isto torna-a rápida e previsível, mas vulnerável ao controlo. Não há aqui qualquer ilusão de liberdade — há uma compensação prática: a velocidade e a aceitação regulatória sobrepõem-se ao ideal de descentralização.
O longo processo judicial entre a Ripple e a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) questionou durante muito tempo o estatuto do XRP. Mas, em 2023, o tribunal decidiu que o XRP não é um valor mobiliário quando é negociado publicamente. Isso trouxe clareza. E, mais importante, não impediu aqueles que já utilizavam o XRP para transações no mundo real.
O XRP não promete o paraíso. Não quer derrubar o dólar. Não o incentiva a "investir tudo". Simplesmente diz: "O dinheiro pode mover-se mais depressa".
E se acredita que a tecnologia deve servir as pessoas — mesmo através dos bancos — então o XRP é uma das respostas mais maduras a este desafio.
Atualizado 02.01.2026
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